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# 178 - Oh Grey!

Meninas, eu não resisti e me viciei na trilogia 50 Tons, não teve jeito!


Eu não tava pretendendo ler, mas já estava me sentindo socialmente excluída por não saber do que se tratava esse livro que era o assunto do momento na esfera feminina. Pois não aguentei e peguei o primeiro livro emprestado com uma amiga. Devorei o primeiro em uma semana, o segundo em três dias e pretendo pegar o terceiro amanhã, não to me aguentando de curiosidade!

Bom, o livro não é uma obra prima nem a coisa mais original do mundo, mas o combo "cenas picantes" + Christian Grey funcionou. Nada prende mais uma leitora a uma estória do que um personagem enigmático, gato, rico, sedutor com um fetiche sadomasoquista tentando seduzir uma mocinha virgem e inocente que nunca nem tinha visto um pau na vida.

E a febre não para por aí. Os atores para o filme já estão sendo cogitados, apesar de ninguém ter confirmado absolutamente nada por enquanto. A maior aposta é que Matt Bomer dê vida ao papel de Grey. Sério, se ele não fizer o filme eu nem pretendo assistir, só consigo imaginar ele como Christian e ficaria extremamente frustrada ao ver o filme com outro ator. Outro nome cogitado foi o de Ryan Gosling.


Para o papel de Anastacia Steel, a ala masculina está torcendo para que sua tara com Emma Watson ganhe contornos mais gráficos com o filme. A atriz conhecida por seu papel em Harry Potter está bem crescidinha e deixando os marmanjos de queixo caído por aí, por isso a torcida pra ver a gata sendo chicoteada só de lingerie nas telas. Outro nome levantado para o papel foi o de Ashley Greene.


O fato é: a mulherada pirou com a estória e com o casal pouco provável que se mostrou mais do que excitante. As cenas de sexo e pura putaria são bem gráficas, mas acho que um pouco se perdeu na tradução, achei certos termos pouco naturais, vou ter que ler em inglês pra avaliar melhor. De qualquer forma, no calor do momento isso pouco importa. As páginas vão sendo devoradas sem dó nem piedade. Como não se apaixonar por um personagem tão intenso, sacana e perturbado...

Mas conversando com uma amiga cheguei a uma conclusão: mais do que o sexo tórrido, a gente quer mesmo uma boa história de amor. Chega uma hora no livro que você já não liga mais tanto pra que algema ele usou, quem enfiou o que a onde, quem gozou quanto vezes... Em uma certa altura do livro, tudo o que nós queremos é saber o que vai acontecer com a relação dos dois e como isso vai se desenvolver.

Ai como a gente é boba né, o livro cheio de sexo e fetiches loucos e a gente preocupada com a historinha de amor, francamente...


# 113 - O que é sexo bom pra você?


Num mundo cercado de esteriótipos como o em que vivemos, o assunto sexo não poderia escapar dessa tendência. O povo aparece trepando até na novela das 8, filmes pornôs disponíveis a um click do mouse, cenas ardentes hollywoodianas nos cinemas. E assim nós continuamos com concepções equivocadas a respeito do assunto, com ideias pré moldadas e convenções irreais do que é sexo bom. E eu te pergunto: o que é sexo bom, de verdade, pra você?

Eu estou longe de ser um expert do assunto, esse não é o intuito do post nem de longe. A pretensão aqui é indagar o que realmente as mulheres curtem na cama, what turns you on quando se está entre quatro paredes - ou não - e os julgamentos e preconceitos não importam. E foi isso mesmo que eu fui perguntar por aí...

Já diziam que gosto é que nem cu, cada um tem um né... Mas algumas afirmações das mulheres que entrevistei foram extremamente similares. A unânime foi: nada de sexo "amorzinho", a coisa tem que ter pegada! Não rola aquele coisa insossa, papai mamãe devagarinho, com beijo chocho, como se o cara tivesse comendo uma santa. O que a maioria revelou é que o cara tem que ter pegada, a coisa tem que ser quente, tem que ser suada e com muito tesão. Tem que rolar puxão de cabelo - de leve - e mordidas pelo corpo - de novo, de leve. O sexo oral tem que ser caprichado, nada de pressa nessas horas. Tem que existir vontade naquele ato, paixão em seu mais puro sentido, com beijos molhados e arranhões nas costas.

Outro fato revelado pela maioria foi que não dá pra ter frescura nessa hora. Sexo é troca de fluidos corporais diversos, mas não vale ficar pensando nessas coisas na hora. Sexo pra ser devidamente aproveitado não pode ter nóias e frescurites de ambas as partes.

A quem diga que sexo começa muito antes da cama. Começa com aquele olhar safado, com aquele puxão na cintura mais forte, com aquele beijo mais demorado. O sexo está no jeito que o cara arranca seu vestido, nas preliminares, em tudo. O sexo de fato é apenas a cereja do bolo - e que cereja.

E falar durante a transa, vale? Mas é craro! Pra que a trepada seja verdadeiramente boa, os desejos e fantasias de ambas as partes envolvidas tem que ser realizados, e como ninguém leva pro motel uma bola de cristal, falar geralmente é a solução mais eficaz pra que você saia satisfeita. O outro tem que saber o que você curte e o que não é tão legal assim, e pra quem tá sem roupa grudada em outra pessoa, ter vergonha de se expressar verbalmente nessas horas me parece uma tremenda ironia.

O que eu pude perceber é que a mulherada tá querendo sexo com mais liberdade. Homens estão acostumados a desfrutar livremente dessa prática, mas nós mulheres não. Por anos renegadas ao papel de somente dar prazer, ainda é novidade essa coisa de aproveitar da coisa como eles sempre aproveitaram. O sexo foi liberado pra mulherada, que curte tanto quanto os homens e faz tanto quanto - ou mais - que os homens, mas muitas ainda carregam a mania de prestigiar o prazer do outro eu relação ao seu próprio.


E sexo com amor, é melhor? Eu sinceramente acho que não. Não que com amor seja ruim, é claro que é bom, mas acho que o que torna o sexo realmente fantástico é a intimidade - e as entrevistadas concordam. Quando você tem liberdade de se expressar sem limites com a pessoa que tá ali com você, a coisa flui muito melhor. A sincronia é maior, vergonhas e receios diminuem, é outra coisa! Por isso que muita gente prefere pegar aquele fuck friend já bem conhecido do que sair pegando qualquer pessoa aleatória na balada. Faz todo o sentido.

Bom, resumindo tudo isso, sexo bom é aquele em que é realmente bom pra todo mundo. Sem preconceitos, sem ideais estereotipados, sem floreios e expectativas de fogos de artifícios ou de gritos estridentes como os de filmes pornôs. Sexo puro e simples, daquele que te faz ficar relembrando cenas da noite passada por todo dia seguinte.

E ai, o que é sexo bom, mesmo, pra você?